Você realmente conhece o vitiligo?
21/06/2013

Muito temos falado do vitiligo nesses últimos dias. Não é para menos. Nesta terça-feira, dia 25/06, o Instituto Protetores da Pele, com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Academia Nacional de Medicina e da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, vai realizar uma ação pública pelo Dia Mundial de Combate ao Vitiligo.

Em poucas palavras, a ação se justifica pelo fato de o vitiligo ser uma doença muito estigmatizante e que atrapalha as pessoas no campo  psicológico e profissional. A doença não é contagiosa, como muitos pensam, mas pode ser grave, pois certos casos não se restringem à pele. O vitiligo é uma doença que se associa à depressão, transtornos obsessivos-compulsivos (TOC), doenças da tireoide e várias doenças da imunidade.

O vitiligo resulta na perda irregular de pigmentação da pele ao longo da vida, mas não causa nenhum dano orgânico. Há dois mil anos, a única coisa positiva que as pessoas podiam dizer sobre doença era que ela não matava suas vítimas. As coisas não mudaram muito desde então. Embora os casos venham aumentando em todo o mundo e existam cada vez mais pesquisas sobre o assunto, sua causa ainda não está definida.

Várias teorias tentam explicar a doença, entre elas:

Teoria genética: cerca de 1/3 dos pacientes apresenta outros casos na família e foram descritas ocorrências em gêmeos homozigóticos.

Teoria autoimune: considera que alterações do sistema imunológico poderiam resultar na destruição dos melanócitos. Baseada na observação frequente de vitiligo na vigência de outras doenças auto-imunes como hipotireoidismo, diabetes, anemia perniciosa e alopecia areata. Foi ainda observado anticorpos específicos dirigidos contra os melanócitos.

Teoria citotóxica: tem como base evidências de que metabólitos liberados na síntese e degradação da melanina podem ser tóxicos para os melanócitos, levando à sua destruição.

Teoria dos radicais livres: sugere que a destruição dos melanócitos seja resultado da liberação excessiva de radicais livres no organismo.

Teoria neural: mediadores químicos liberados nas terminações nervosas poderiam ser tóxicos para os melanócitos. Esta teoria poderia explicar a associação do vitiligo com estresse psíquico.

Teoria convergente: propõe a combinação das várias teorias para explicar a doença. O vitiligo poderia então ser um sinal ou parte de condições de origens diversas que apresentam em comum a destruição ou inativação dos melanócitos.

Como se manifesta o vitiligo?

Caracteriza-se por manchas brancas, bem delimitadas, de tamanho e número variáveis, localizadas em qualquer parte do corpo, muito frequente em áreas de trauma como mãos, cotovelos, joelhos e pés. É comum também atingir a face, principalmente nas regiões ao redor dos olhos e boca. Pode aparecer também na área genital, em ambos os sexos. A despigmentação pode ainda afetar os pelos.

Compartilhe este post!

Post by admin

Posts Relacionados