Sol melhora a pressão e ajuda o coração
13/05/2013

Ficar exposto ao sol é conselho antigo para estimular a produção de vitamina D e fortalecer os ossos. Mas os benefícios vão além da prevenção da osteoporose, segundo pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Ao analisar os efeitos dos raios ultravioleta (UV) em 24 voluntários, os cientistas concluíram que eles também têm a capacidade de reduzir a pressão arterial, o risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral, o derrame. A lista de benefícios é tão grande que compensaria a chance de desenvolvimento de um câncer de pele.

Os benefícios ocorrem por meio da liberação do óxido nítrico nos vasos sanguíneos, substância capaz de controlar a pressão arterial e evitar complicações cardíacas e circulatórias. Conforme os testes, o efeito se dá uma hora depois da exposição aos raios solares. Os cientistas chegaram à conclusão após submeterem os participantes a duas situações de bronzeamento, com 20 minutos de duração cada.

Na primeira, os voluntários foram expostos, em uma câmara, a raios ultravioleta e ao calor de lâmpadas. Na segunda fase, apenas o calor das lâmpadas atingiu o corpo dos participantes. Os níveis de vitamina D não se alteraram em ambas as sessões, mas a pressão arterial diminuiu significativamente após a primeira etapa.

Nós suspeitamos que os benefícios da luz do sol para a saúde do coração superam o risco de câncer de pele. O trabalho fornece um mecanismo que pode explicar por que os suplementos dietéticos de vitamina D por si só não são capazes de compensar a falta de luz solar , explica o pesquisador Richard Weller, um dos autores da pesquisa.

O próximo passo será comparar os riscos relativos à ocorrência de doenças cardíacas e do câncer de pele em diferentes níveis de exposição ao sol. De acordo com Weller, se for confirmado que a os raios UV reduzem a taxa de mortalidade de doenças como o derrame o ataque cardíaco, será possível repensar as orientações sobre como evitar os tumores na pele. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 3.028 pessoas morreram de câncer de pele em 2010. Só o derrame, conforme o Ministério da Saúde, mata em média 68 mil pessoas por ano no país.

FONTE: Correio Braziliense

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