A Skingen deve explicações públicas aos dermatologistas e aos brasileiros
27/06/2013

Há cerca de 18 meses, a Skingen introduziu no Brasil a proposta da terapia celular customizada, em que cremes para uso tópico eram produzidos baseados em dados existentes no perfil genético, tanto de DNA quanto de RNA, existentes em biópsias de peles das pessoas tratadas (www.skingen.com.br). Um pequeno procedimento cirúrgico era efetuado em consultórios médicos por dermatologistas e o material fresco era enviado para a empresa para que sofresse uma análise e gerasse o creme customizado. Em que pesem muitas discussões acadêmicas sobre a eficácia desta proposta de tratamento, há uma questão premente e que deve ser resolvida de imediato. Peles de milhares de brasileiros foram enviadas para a Skingen e este material biológico contem o DNA destas pessoas, bem como células-tronco que podem ser cultivadas em laboratório.

Uma empresa de biotecnologia e que guarda em seu poder amostras biológicas frescas de milhares de pessoas não pode simplesmente “fechar as portas” sem prestar esclarecimentos sobre o destino deste material biológico colhido. Ele foi ou será destruído? Está congelado? Existem hoje questões de bioética que regulam internacionalmente situações como esta.

Parece-me  inaceitável que a comunicação do fechamento da empresa seja feita desta maneira, apenas por seus antigos representantes comerciais em visitas aos consultórios médicos, sem que haja uma abordagem institucional séria. A Skingen pertence ao grupo Boticário (www.grupoboticario.com.br/nossos-negocios/Paginas/Skingen.aspx) e por isso cobramos e aguardamos um posicionamento mais efetivo para que pacientes e dermatologistas brasileiros se sintam devidamente amparados.

Omar Lupi
Diretor Cientifico – IPP

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