Cigarro contribui para o envelhecimento cutâneo
30/05/2014

O tabagismo é um dos fatores de risco para inúmeras doenças, entre elas as cardiovasculares, respiratórias e câncer. A prática também provoca alterações na pele, pois aumenta os níveis de radicais livres causando lesão tissular, já que os níveis de antioxidantes com o retinol, o betacaroteno e o tocoferol são baixos nos fumantes. Aumenta a atividade da elastase, causando a formação defeituosa da elastina, tornando a pele mais espessa e fragmentada.

Além disso, o tabagismo gera aumento da hidroxilação do estradiol na pele, determinando, nas mulheres, um estado hipoestrogênico que pode estar associado com pele seca e atrófica e com piora do seu aspecto geral. As características do envelhecimento facial causadas pelo tabagismo são bastante intensas e determinadas por alterações das fibras do colágeno da derme profunda, razão pelas quais as rugas são bem marcantes.

Assim como o envelhecimento estético, o tabagismo também promove um maior risco de danos a saúde neurológica (envelhecimento precoce cerebral). Estudos epidemiológicos tem demonstrado que o cigarro é um fator de risco importante para o declínio cognitivo e para o Alzheimer, a forma mais comum de demência. Estudos recentes têm mostrado que o fumo passivo também pode aumentar o risco de desenvolvimento de prejuízo cognitivo.

 

REFERÊNCIAS:

HO, Y-S. et al. Cigarette Smoking Accelerated Brain Aging and Induced Pre-Alzheimer-Like Neuropathology in Rats, PLOS ONE, v.7, n.5, 2012.

SUEHARA, L.Y. et al. Avaliação do envelhecimento facial relacionado ao tabagismo, An Bras Dermatol, v.81, n.1, p.34-9, 2006.

 

FONTE:

www.atarde.com.br por Joyce Rouvier

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