“Vou ficar igual ao Michael Jackson”
02/07/2013

Glayce Maria, 54 anos, notou pequenas manchas brancas em seu corpo há algum tempo e recebeu o diagnóstico de vitiligo há três meses. Suas manchas estão na boca, nos pés, nas mãos e no pescoço. No atendimento recebido hoje, pela campanha do Dia Mundial de Combate ao Vitiligo (veja as fotos da campanha), descobriu, dentre outras coisas, que a doença apareceu muito provavelmente motivada por um momento de grande dificuldade que passou há aproximadamente três anos. Foi quando um câncer teve de ser enfrentado e, ao mesmo tempo, as chuvas quase derrubaram sua casa em Niterói. Esse grande estresse já foi superado, mas as marcas só apareceram agora em forma de vitiligo.

Glayce é casada, dona de casa e já é avó. Procurou o atendimento da campanha porque precisou ir ao INCA, onde ainda acompanha de perto os passos do câncer na cabeça que a afetou tempos atrás. Aproveitou para dar uma passada na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, que fica perto. Fez bem. Saiu satisfeita e esclarecida e, mais que isso, saiu convicta de que as pessoas precisam saber mais sobre a doença para poder enfrentá-la.

– Fiquei triste no primeiro dia. Já tinha passado por tantos momentos difíceis e não esperava mais esse. A primeira coisa que pensei foi “vou ficar igual ao Michael Jackson”. Mas isso foi só no primeiro dia. Procurei tratamento e comecei a me informar sobre a doença. Hoje sei que dá pra controlar e evitar que piore, mas o tratamento é demorado.

A referência a Michael Jackson não é incomum. O ícone pop, que sofria de vitiligo, foi fundamental na divulgação da doença em todo o mundo e até hoje é um grande símbolo. Exatamente por isso a data de seu falecimento (25 de junho) foi escolhida para ser o Dia Mundial de Combate ao Vitiligo.

A história de Glayce é uma das muitas que ouvimos nesse dia tão especial. Cada uma delas com suas peculiaridades. Todas provando que é possível ter uma vida normal com o vitiligo.

VITILIGO NO SEM CENSURA

Hoje (02/07), das 16h às 17h30, o dr. Omar Lupi, diretor do IPP, está participando do programa SEM CENSURA, da TV Brasil, com a apresentadora Leda Nagle.

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