Substâncias presentes nos protetores solares podem ser absorvidas pela corrente sanguínea e causar consequências, segundo estudo
29/05/2019

Que os protetores solares são uma ferramenta essencial na prevenção de doenças de pele, em especial o câncer, não há dúvida. Mas que consequências o seu uso pode trazer ao ser humano e ao próprio meio ambiente?

Até então, a comunidade científica afirmava, sem ressalvas, que os fotoprotetores não eram absorvidos pelo nosso organismo. Mas, recentemente, dois estudos publicados em revistas de prestígio no meio científico (Journal of the American Medical Association e Environmental Health Perspectives) mostraram que, na verdade, substâncias ativas destes produtos podem ser detectadas na corrente sanguínea. E, além disso, há uma ação estrogênica de vários tipos de fotoprotetores, que pode, inclusive, causar câncer de mama.

Um dos estudos apontou vários indícios de ações estrogênicas, após análise em ratos. Das seis substâncias testadas, cinco apresentaram aumento da proliferação celular. No outro, dois miligramas de protetor solar por 1cm2 foram aplicados em 75% da área da superfície corporal de 24 pessoas. Isso aconteceu quatro vezes por dia durante quatro dias. Trinta amostras de sangue foram coletadas durante sete dias de cada participante, mostrando a presença de substâncias presentes nos produtos.

Estas recentes descobertas são muito relevantes e apontam para a necessidade de uma nova postura por parte dos laboratórios farmacêuticos. Os dados deverão ser levados em consideração e as agências reguladoras de todo o mundo estarão mais atentas aos efeitos do protetor solar à saúde humana.

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