Herpes

O herpes simples é uma doença infecto-contagiosa crônica, seu agente etiológico é o vírus herpes simples (HSV), que possui dois tipos: o HSV do tipo 1  (HSV-1) que ocore mais frequentemente na boca e o  HSV-2 que ocorre na parte genital. Os dois tipos podem causar infecção genital ou orolabial.

A transmissão do HSV ocorre  através das  superfícies  mucosas ou das soluções de continuidade na pele. Os principais sítios incluem a mucosa oral, ocular, genital e anal. O HSV-2 tem como via principal de contágio a relação sexual ou através do canal do parto nas gestantes infectadas.

O período de incubação é de cerca de 7 dias, ou seja, neste período não há sintomas.

Para que ocorra o contágio é necessário que existam lesões.

Alguns fatores que levam a reativação do HSV são: imunodepressão, alterações hormonais, radiação ultravioleta (UV) e alguns tipos de alimentos.

As manifestações clínicas do herpes simples dependem, fundamentalmente, do local da infecção viral, da imunidade do paciente e do tipo viral adquirido. A primoinfecção herpética é, geralmente, assintomática ou manifesta-se através de sintomatologia inespecífica.

O quadro clássico inicial em ambos, genital e labial, se caracteriza por febre, cefaleia , dores musculares e fraqueza.

O herpes labial pode ter como sintoma inicial coceira e ardência no local onde surgirão as lesões, a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.As bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença. A ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização. A duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias.

O herpes genital também inicia com coceira e ardência no local pode em que aparecerão pequenas bolhas agrupadas na região genital. Estas bolhas se rompem, deixando feridas que são extremanete dolorosas e acompanhadas de adenomegalia ( “ingua”) local. Na primeira vez que aparecem levam de duas a quatro semanas para cicatrizar. Geralmente outra erupção pode aparecer semanas ou meses depois da primeira, mas quase sempre é menos severa e dura menos tempo. Embora a infecção possa ficar no corpo indefinidamente, a quantidade de erupções tende a diminuir no período de anos.

O método diagnóstico mais útil na prática médica é a avaliação clínica. Porém outros métodos podem ser utilizados no auxílio do diagnóstico como exames de sangue e o material colhido da lesão, que pesquisam diretamente a presença do vírus ou anticorpos produzidos pelo organismo no combate ao vírus.

O aciclovir é a medicação de primeira escolha no tratamento do herpes simples, porém apenas o médico saberá qual a dose indicada para cada caso.

O uso tópico do aciclovir apresenta poucas vantagens, por isso seu uso não é muito frequente.

O método de prevenção mais seguro para evitar qualquer doença sexualmente transmissível, incluindo herpes genital, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de longo prazo com um parceiro testado que sabe-se não estar infectado.

Ulceração pode acontecer nas áreas genitais de homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativo de látex somente pode reduzir o risco de transmissão do herpes genital quando envolve toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não cobrir toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante proteção contra herpes genital.

Pessoas com herpes genital não devem ter relações sexuais com parceiros não infectados quando as lesões e outros sintomas estiverem presentes. É importante saber que mesmo que a pessoa não apresente sintomas ela ainda assim pode infectar seu parceiro sexual, desta forma ele deve ser alertado do risco. O parceiro sexual de uma pessoa com herpes genital pode procurar fazer teste de sangue para determinar se foi infectado.

Herpes labial
Herpes labial