Quais são os efeitos de medicamentos corticoides na pele? Dermatologista explica!
21/11/2017

Corticoides são substâncias anti-inflamatórias, mas, quando são usadas em excesso, podem causar sérios problemas à pele, como acne e sinais de irritação

Você já ouviu falar em corticoides? Famosos pela sua ação anti-inflamatória, essas substâncias podem ser encontradas em vários medicamentos na forma de comprimidos, pomadas, soluções ou injetáveis. Embora seja benéfico durante um tempo, seu uso prolongado pode causar uma série de efeitos colaterais, principalmente na pele. A fim de explicar melhor sobre o assunto, convidamos a dermatologista Flávia Ravelli, que esclareceu quais são os impactos dos corticoides na região cutânea e como podemos preveni-los. Confira!

O que é corticoide e por que seu uso excessivo pode fazer mal à pele?

De acordo com a médica, “corticosteroides ou corticoides são hormônios produzidos pela suprarrenal, uma glândula localizada bem próxima dos rins. Possuem ação anti-inflamatória muito potente, por isso são utilizados para tratar problemas de pele, como urticária, dermatites, eczemas, alergias, asma e até doenças autoimunes – como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico”, ressaltou. Embora seu uso seja ideal para aliviar rapidamente os sintomas de inflamações e alergias, com o tempo, o medicamento determina a diminuição da produção de células cutâneas e de colágeno, além de estimular o surgimento de acne e de pelos, refletindo em uma série de complicações para a pele.

De acne a espinhas: conheça as reações que o corticoide pode causar à pele

O corticosteróide consegue afetar a sua pele de diversas maneiras. “Seu uso indevido pode causar: surgimento de espinhas, afinamento da pele, aparecimento de pelos grossos e pigmentados no rosto, surgimento de estrias grossas e vermelhas de difícil tratamento e aparecimento de pequenos vasos sanguíneos, chamados de teleangiectasias”.

De que maneira podemos evitar esses efeitos do corticoide?

Segundo a Dra. Flávia, para prevenir esses impactos, “os corticosteróides devem ser usados pelo menor tempo possível e sempre sob supervisão médica. Eles também devem ser substituídos o quanto antes por ativos que não tenham tantos efeitos colaterais”, atentou.

Outro cuidado que devemos ter é evitar de usar corticoides de alta potência na pele por mais de duas semanas, trocando o medicamento por um dermocosmético, recomendado por um dermatologista. “Podem ser utilizados hidratantes, reparadores de barreira ou cremes imunomoduladores, que possuem ação anti-inflamatória com melhor perfil de segurança”, afirmou.

Fonte: DermaClub

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