Olheiras | Instituto Protetores da Pele

Olheiras

Olheiras

por André Braz

A olheira ou hiperpigmentação periorbitária, afeta uma boa parte da população havendo grande procura por tratamentos nos consultórios dermatológicos. Tem inluência hereditária e racial, pois quanto mais alto o fototipo ( coloração da pele) maior a ocorrência das olheiras.

A pele das pálpebras é muito mais fina que a do resto do corpo, portanto os vasos sanguíneos acabam aparecendo mais nessa região. O que os separa da pele são 3 bolsas de gordura que todos nós apresentamos ao redor dos olhos na parte inferior das pálpebras. Logo, sempre que estamos cansados por dormirmos pouco, ocorre vasodilatação e, como aumenta o aporte sanguíneo para essa área, aparecem as olheiras. Nesses casos, qualquer tratamento, até caseiro com água gelada (compressa de água gelada ou compressa de chá de camomila gelado), alivia os sintomas, pois causa vasoconstrição e diminui o edema. Porém, quando por questões hereditárias ou raciais as 3 bolsas de gordura são menores do que o normal ou a pele pigmenta com mais facilidade, as olheiras se tornam fixas, mesmo se o paciente estiver super descansado.

Bem, então o primeiro passo é fazer o diagnóstico, que pode apontar:

Quando encontramos olheiras do tipo 1, o tratamento se inicia com :

A) Despigmentantes domiciliares manipulados ou já comprados prontos. Como princípios ativos utilizamos: ácido tioglicólico, ácido kógico, ácido fítico, hidroquinona, vitamina k, retinol e outros. Administramos 1 a 2 vezes ao dia.

B) Luz intensa pulsada ( LIP)- Indicamos essa tecnologia que tem como alvo a melanina ( pigmento negro) e a hemossiderina ( pigmento vermelho), logo perfeita para tratamento das olheiras. Fazemos 1 sessão mensal sendo geralmente reavaliado o tratamento após 3 a 5 sessões.

Para as olheiras tipo 1, nas quais também é necessária a reposição de volume, após termos clareado o máximo que conseguirmos de pigmento com a LIP e com o tratamento despigmentante domiciliar, passamos para o tratamento com preenchimento com ácido hialurônico para repor a falta ou a perda de volume na área, o que também é realizado nas olheiras tipo 2.

A) Para realização do preenchimento com ácido hialurônico das olheiras, existem 2 técnicas: a injeção do produto com agulhas e a com microcânulas.

Na técnica com agulha existe uma maior chance equimoses e hematoma, já que vasos sanguíneos podem ser atingidos durante a introdução da agulha.

A grande novidade é a aplicação através de finíssimas microcânulas. Desta forma, a chance de equimoses e hematomas se torna quase nula, pois a ponta é romba e portanto não há possibilidade de lesão dos vasos sanguíneos. Para isso, é claro, a técnica precisa ser feita com delicadeza por um dermatologista experiente no assunto. Veja as imagens abaixo:

Geralmente, o preenchimento das olheiras tem uma duração de um ano já que o produto é reabsorvido com o tempo por ser o ácido hialurônico semelhante ao que temos em nosso corpo. Mas mesmo após a rebsorção a região fica muito melhor que antes pela produção do colágeno que ocorre com o tempo.

Concluindo, a formação das olheiras  é multifatorial sendo necessário portanto o seu diagnóstico para ser traçado o tratamento necessário. Conseguimos melhora com resultados variáveis, entre 40 a 90%, pois além do tratamento ter que ser executado com maestria por parte do dermatologista, depende também da seriedade com que o paciente vai segui-lo.

Dr. André Braz

Dr. André Vieira Braz

Dermatologista. Professor Auxiliar de Dermatologia do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ)

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