Novas regras deixam uso do protetor solar ainda mais seguro
10/01/2013

Mudanças na produção e nos rótulos dos protetores solares garantem melhor entendimento do consumidor e mais proteção à pele

Companheiro durante o ano inteiro, o protetor solar é indispensável no verão, quando os raios solares agridem a pele com mais intensidade. Contudo, é preciso ficar atento ao uso correto do produto para passar ileso pela estação. Isso porque algumas informações nos rótulos são equivocadas e podem levar a erros graves, como sua não reaplicação.

Para padronizar e garantir a eficácia dos protetores solares, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu, em junho de 2012, novas regras para a produção dos cosméticos, com impacto direto nos hábitos dos veranistas.

“As novas regras padronizam a proteção UVA e melhoram a comunicação com o consumidor ao evitar a falsa impressão de proteção completa. Também sugerem um uso adequado dos produtos e exposição consciente ao sol”, explica Sérgio Schalka, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e especialista em fotoproteção. Fabricantes têm um período de dois anos para se adaptarem aos novos padrões.

Fator de Proteção Solar
A mudança mais significativa foi no Fator de Proteção Solar (FPS), que mede o grau de proteção contra raios UVB, responsáveis por causar queimaduras e vermelhidão. O índice mínimo comercializado passa de dois para seis, chegando à casa dos 60 FPS. Além disso, a proteção contra os raios UVA (causador de alergias, envelhecimento cutâneo e câncer de pele) tem que ser, no mínimo, um terço da proteção UVB.

Reaplicação
Alguns produtos afirmam durar muitas horas, o que dispensava a sua reaplicação. Pelas novas regras, todos os protetores – até os mais resistentes à água – deverão apresentar um informativo sobre a necessidade de reaplicação várias vezes ao dia, principalmente após se molhar ou suar.

Proteção total
Também estão proibidas informações de que o produto protege totalmente contra os raios UVB e UVA. Além disso, os rótulos devem alertar o consumidor que, apesar de impedir queimaduras solares, os protetores não evitam a insolação. Para aumentar a segurança, especificações sobre a proteção mais indicada para cada tipo de pele podem estar na embalagem, mas não é obrigatório.

LEIA TAMBÉM: “Anvisa cria novas regras para fabricação de protetores solares”

Fonte: Terra

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