Sobre a Série

Doutor, eu tenho… from Visana Comunicação on Vimeo.

Agora suas perguntas não ficarão sem resposta

É notória a excelência da medicina brasileira. Contudo, em um país com tantas desigualdades sociais e carência de informação na área de saúde, muito ainda precisa ser feito e precisamos tomar atitudes pró-ativas que nos aproximem das demandas reais da sociedade. Há alguns anos assumi a presidência da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), primeiro no estado do Rio de Janeiro, depois nacionalmente. Pude ver de perto que a dermatologia cresceu muito nos últimos 20 anos, mas ainda permanece, por vezes, pouco integrada à realidade da população. Tudo começou em 2005 com a criação do projeto “Dermatologista Solidário”, que acabou sendo reconhecido no âmbito internacional após ter recebido um prêmio da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Em uma das ações de campo, por exemplo, nos deparamos com uma triste realidade: a maioria dos pacientes de comunidades carentes do Rio de Janeiro apresentavam sarna e piolho. Foi um choque enorme para mim constatar que, em uma das maiores cidades do mundo, o povo ainda sofria com doenças negligenciadas e há muito associadas a subdesenvolvimento e pobreza extremos.

Em paralelo aos projetos de cunho assistencial, decidimos coordenar uma iniciativa internacional materializada no Instituto Protetores da Pele (IPP), por meio do qual a informação é divulgada à população de uma forma simples e ética. Um esforço sinérgico no meio acadêmico permitiu a estruturação de uma força-tarefa internacional. Hoje o IPP tem um board internacional formado por renomados especialistas de todo mundo focados no objetivo divulgar doenças negligenciadas.

Acredito firmemente que a dermatologia é uma especialidade médica na qual a prática clínica deve estar aliada à produção acadêmica e a projetos de extensão que ajudem a melhorar a qualidade de vida da população. Não se pode imaginar a prática da Medicina de forma dissociada da sociedade e a dermatologia deve dar o exemplo a ser seguido. O IPP, com sua vocação de disseminação da informação, combatividade e preocupação social pode auxiliar neste caminho.

livros_DOUTOREUTENGOOs livros da série tratam de assuntos diversos da dermatologia, como herpes,
espinha e caspa.São escritos numa linguagem muito simples e ilustrados de
maneira a facilitar o entendimento.

O primeiro movimento neste sentido foi a inauguração, no ano de 2011, do portal do Instituto Protetores da Pele, que você, leitor, acessa agora. Incomodava-me o fato de que quase nada havia sobre dermatologia na internet que fosse ético e atualizado, sendo voltado para o público em geral. O sucesso imediato deste portal me incentivou a iniciar a série de livros “Doutor, eu tenho…” como mais uma ação dentro do seu escopo. Os livros abordam as doenças de pele mais comuns numa linguagem simples e clara, muitas vezes divertida, acompanhada de uma cuidadosa seleção de imagens que ajudam a entender o assunto. É feita com todo carinho e baseada em todos estes anos de contato direto com pacientes, ouvindo suas dúvidas e dividindo com eles seus anseios. Nasceu, portanto, da alegria de curar e da necessidade de confortar, o combustível que move um médico.

Omar Lupi
Diretor Científico do Instituto Protetores da Pele

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    Protetores da Pele
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