Doutor, eu tenho… Vitiligo

Doutor, eu tenho… Vitiligo

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Você já teve a experiência de ir ao médico e não sair totalmente satisfeito? Doutor, vitiligo é doença genética? Esta pergunta ficou ali, presa na garganta, mas o médico não deu abertura para tirar a dúvida. Talvez ele estivesse cansado – afinal ele também é humano – e não tenha explicado tudo aquilo que você queria saber sobre o seu problema.

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Descrição do produto

Prezado leitor,

É difícil imaginarmos uma situação mais complicada dentro do consultório dermatológico do que explicar para uma mãe que seu filho tem vitiligo. Raras situações causam tanta comoção, dúvidas, incertezas e curiosamente o vitiligo não é uma doença transmissível e raramente pode ter manifestações graves. Parece, então, ser uma situação difícil de entender para quem está de fora, exceto por uma palavra que muda tudo: preconceito! O vitiligo não é uma doença contagiosa em nenhuma circunstância, mas o preconceito que ele causa é! Por isso é fundamental esclarecer à população, informando suas causas e seus tratamentos, combatendo duramente o preconceito e a falta de informação. Existe uma ativa campanha internacional para que a Organização Mundial de Saúde reconheça o dia 25 de junho como o “Dia Mundial de Combate ao Vitiligo”, que conta com todo o apoio do Instituto Protetores da Pele. Ainda existem muitas pessoas com vitiligo que acreditam que têm a doença como punição ou porque cometeram algum erro. Isso faz com que não procurem o dermatologista para se tratar. O preconceito associado à doença ainda é muito real e extremamente prejudicial ao portador do vitiligo fazendo com que chegue a perder o emprego, sentir-se segregado, por vezes deprimido.

O vitiligo ainda é uma doença negligenciada. Algumas de suas causas permanecem obscuras, e muitos portadores de vitiligo, seus familiares e até mesmo os médicos acham que não vale a pena tratá-lo. É comum ouvir que é apenas um problema cosmético que não tem tratamento. Nada mais errado! O vitiligo pode estar associado com várias outras doenças como alterações da tireoide, diabetes e algumas formas de anemia. Além disso, há associação com alterações psicológicas como fobias e quadros obsessivos. O vitiligo afeta muito a autoestima da pessoa, se associa com depressão, ansiedade e alteração na qualidade do sono, principalmente nas mulheres e pessoas mais jovens. Cada caso deve ser analisado com tranquilidade, mas o vitiligo deve ser tratado sempre que possível e a ideia comodista de achar que não tem jeito deve ser abandonada.

Este livro tem como objetivo principal ajudar a combater os três males mais prejudiciais ao vitiligo: o preconceito, a negligência e o comodismo. É importante ressaltar que esta publicação é um projeto de extensão universitária oficialmente reconhecido pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) como uma ação importante de apoio à população no combate a uma doença negligenciada e que gera estigma social. Venha se juntar a nós!

Omar Lupi

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  • Realização
    Protetores da Pele
  • Comunicação
    Visana Comunicação