Doutor, eu tenho… Piolho

Doutor, eu tenho… Piolho

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Você já teve a experiência de ir ao médico e não sair totalmente satisfeito? Doutor, é verdade que o piolho pode voar ou pular entre as pessoas? Esta pergunta ficou ali, presa na garganta, mas o médico não deu abertura para tirar a dúvida. Talvez ele estivesse cansado – afinal ele também é humano – e não tenha explicado tudo aquilo que você queria saber sobre o seu problema.

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ID do Produto: 1568

Descrição do produto

Prezado leitor,

Há alguns anos assumi o desafio de presidir a Sociedade Brasileira de Dermatologia no Rio de Janeiro (SBD-RJ), e desenvolvemos extenso programa de atendimento a pessoas carentes no Projeto Dermatologista Solidário. Recebemos por esse projeto o reconhecimento internacional e o prêmio da Academia Americana de Dematologia chamado “Dermatologistas que Fazem a Diferença” no ano de 2007. A concepção básica era a de que muitos dermatologistas tinham uma forte veia solidária, mas não sabiam como ajudar ou não tinham a organização necessária para conduzir suas vidas profissionais e ainda atenderem pacientes carentes. Rastreamos aqueles que desejavam ajudar, que foram muitos, e, de acordo com a necessidade das comunidades carentes, levamos os pacientes aos consultórios médicos numa parceria com os Médicos Sem Fronteiras.

Resolvemos então organizar um mutirão de atendimento dermatológico em áreas muito carentes e solicitei a doação de amostras de remédios para que houvesse diagnóstico e tratamento sempre que possível. Tivemos a doação de todo tipo de medicação da indústria farmacêutica, mas, na hora H, ao iniciarmos o atendimento, descobrimos uma realidade muito além da minha imaginação. O que a população mais carente do Rio de Janeiro de fato apresentava eram parasitoses cutâneas como sarna e piolho em níveis alarmantes. Confesso que, num primeiro momento, fiquei incrédulo com o que via, pois não imaginava que essas doenças negligenciadas — nome que damos a doenças praticamente extintas no mundo desenvolvido e que por isso não atraem mais a atenção das autoridades — estivessem ainda disseminadas no Rio de Janeiro e, portanto, no Brasil.

Decidi naquele momento que algo precisava ser feito, algo contínuo, eficaz e que fizesse a diferença. Foi a fagulha inicial que levou à criação do Instituto Protetores da Pele (IPP) alguns anos depois. O livro Doutor, eu tenho piolho é a materialização, quase uma década depois, dessa ação e, por isso mesmo, um projeto cheio de significado pessoal para mim.

Esse livro será a principal ferramenta no desenvolvimento de projeto selecionado pela Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) no edital “Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública sediadas no Estado do Rio de Janeiro – 2013”. Serão distribuídos inicialmente 1.500 exemplares da obra em escolas públicas do Rio de Janeiro. Com isso, conseguimos um amplo apoio institucional para o projeto, os quais incluem, além da FAPERJ e do IPP, a Academia Nacional de Medicina, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e a Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Omar Lupi

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  • Realização
    Protetores da Pele
  • Comunicação
    Visana Comunicação