Livro “Doutor, eu tenho vitiligo” é lançado hoje
25/06/2013

[por Omar Lupi]

Difícil imaginarmos uma situação mais complicada dentro do consultório dermatológico do que explicar para uma mãe que seu filho tem vitiligo. Raras situações causam tanta comoção, dúvidas, incertezas e curiosamente o vitiligo não é uma doença transmissível e raramente pode ter manifestações graves. Parece, então, ser uma situação difícil de entender para quem está de fora, exceto por uma palavra que muda tudo: preconceito! O vitiligo não é uma doença contagiosa em nenhuma circunstância, mas o preconceito que ele causa é! Por isso é fundamental esclarecer a população, informando suas causas e tratamentos, combatendo duramente o preconceito e a falta de informação. Existe uma ativa campanha internacional para que a Organização Mundial de Saúde reconheça o dia 25 de junho como o Dia Mundial de Combate ao Vitiligo, que conta com todo o apoio do Instituto Protetores da Pele. Ainda existem muitas pessoas com Vitiligo que acreditam que tem a doença como punição ou porque cometeram algum erro. Isso faz com que não procurem o dermatologista para se tratar. O preconceito associado à doença ainda é muito real e extremamente prejudicial ao portador do vitiligo fazendo com que chegue a perder o emprego, sentir-se segregado, por vezes deprimido.

O vitiligo ainda é uma doença negligenciada. Algumas de suas causas permanecem obscuras, e muitos portadores de vitiligo, seus familiares e até mesmo os médicos acham que não vale a pena tratá-lo. É comum ouvir que é apenas um problema cosmético que não

tem tratamento. Nada mais errado! O Vitiligo pode estar associado com várias outras doenças como alterações da tireoide, diabetes e algumas formas de anemia. Além disso, há associação com alterações psicológicas como fobias e quadros obsessivos. O vitiligo afeta muito a autoestima da pessoa, se associa com a depressão, ansiedade e alteração na qualidade do sono, principalmente nas mulheres e pessoas mais jovens. Cada caso deve ser analisado com tranquilidade, mas o vitiligo deve ser tratado sempre que possível e a ideia comodista de achar que não tem jeito deve ser abandonada.

O livro Doutor, eu tenho vitiligo, que está sendo lançado hoje, tem como objetivo principal ajudar a combater os três males mais prejudiciais ao vitiligo: o preconceito, a negligência e o comodismo. Venha se juntar a nós!

LANÇAMENTO OFICIAL DO LIVRO “DOUTOR, EU TENHO VITILIGO”

Para fechar o dia de ações pelo combate ao vitiligo, às 19h30 será realizado o cocktail de lançamento do livro Doutor, eu tenho vitiligo, oitavo da série. O doutor Omar Lupi, autor da obra, e outras autoridades da Medicina estarão presentes. O evento acontecerá amanhã, 25/06, às 19h30, na Livraria da Travessa de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, 572.


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