Equipe dos EUA identifica duas novas mutações associadas ao melanoma maligno
29/01/2013

Descoberta pode levar a novas estratégias para a prevenção e tratamento do tipo de câncer de pele com pior prognóstico

Equipe de pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber, nos EUA, identificaram duas novas mutações associadas ao desenvolvimento do melanoma maligno.

As mutações, que ocorrem em conjunto em 71% dos tumores de melanoma maligno, podem ser as mais comuns em células de melanoma encontradas até à data.

Levi Garraway, autor sênior do estudo
Foto: Sam Ogden/Harvard University

Segundo os pesquisadores, essas mutações associadas ao câncer são as primeiras a serem descobertas em regiões do DNA nas células cancerosas que não contêm as instruções genéticas para a produção de proteínas. As mutações estão localizadas em DNA não-codificante de proteína, que regula a atividade de genes.

Este DNA não-codificante, que foi previamente descartado como “lixo”, é responsável por 99% do genoma de uma célula. Um grande número de mutações oncogênicas no câncer tem sido identificado nas últimas décadas, mas todos foram encontrados dentro dos modelos genéticos para proteínas reais.

“A pesquisa representa a descoberta de duas das mutações genéticas mais prevalentes no melanoma. Ao todo, isso poderia nos levar a pensar mais criativamente sobre os possíveis benefícios de atacar as duas mutações TERT no tratamento do câncer ou prevenção”, afirma o autor sênior da pesquisa Levi Garraway.

As mutações afetam uma região promotora – um trecho do DNA que regula a expressão de um gene, adjacente ao gene TERT . TERT contém a receita para fazer transcriptase reversa da telomerase, enzima que pode produzir células imortais, e é frequentemente encontrada em excesso nas células cancerosas. A região promotora do DNA controla a taxa de transcrição de um gene, a cópia de DNA em uma mensagem utilizada pela célula para a fabricação de proteína.

“Achamos que essas mutações na região promotora são potencialmente uma forma de o gene TERC ser ativado”, observa o coautor Franklin Huang.

Para investigar o efeito de mutação, os pesquisadores ligaram o promotor TERT mutante a um gene que produz luciferase, proteína emissora de luz. Eles observaram que o promotor mutante aumentou a produção de luciferase em linhagens de células de laboratório. Da mesma forma, os cientistas pressupõem, o promotor mutante em células pigmentadas da pele pode enviar o gene TERT, o que pode contribuir para o desenvolvimento de melanoma.

Segundo os pesquisadores, as mesmas mutações estão presentes em linhagens celulares de algumas outras doenças malignas, e que evidências preliminares mostraram que pode ser extraordinariamente comum o câncer de bexiga e fígado.

FONTE: ISAUDE.NET

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