Doença em micos bota em risco saúde de humanos
14/10/2016

A morte de seis micos em menos de 24h tem assustado moradores do Rio, especialmente do bairro Jardim Botânico. No início da semana, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), da Universidade Estácio de Sá, recebeu seis animais mortos e outros cinco contaminados. A principal suspeita é de herpes do tipo simiae, que pode ser fatal para os humanos.

Segundo o Cras, o vírus pode ser transmitido por arranhões e mordidas, e, por isso, é desaconselhada a manipulação dos animais. A herpes simiae é mais agressiva, e em humanos pode levar à encefalite, inflamação no cérebro pode ser fatal.

A suspeita de herpes surgiu por causa do forte quadro neurológico apresentado pelos animais que chegaram ao Cras para avaliação. Os veterinários do local suspeitam que os micos podem ter adquirido o vírus através de humanos, por exemplo, ao comerem uma banana que foi mordida por uma pessoa com o vírus da herpes.

Apesar de ser proibido alimentar os micos, essa é uma prática muito comum e de muito risco. “Primatas não devem ser tomados como pets, pois oferecem riscos de transmissão de doenças aos humanos, incluindo herpes e hepatites”, alerta o dr. Omar Lupi, diretor do Instituto Protetores da Pele. Os animais do tipo Callithrix fazem parte da Lista Oficial de Espécies Invasoras da Secretaria de Estado do Ambiente.

 

 

Recomendação

Ao encontrar um macaco ou mico morto, entrar em contato imediatamente com a Patrulha Ambiental através do número 1746, ou com o Cras no número 99695-9907. Quem tiver tido contato com esses animais deve consultar um médico imediatamente.

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