Desmistificando a Hanseníase – Data Mundial de Combate à doença é dia 27 de janeiro
24/01/2013

A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o último domingo do mês de Janeiro como o Dia Mundial de combate a Hanseníase. No Brasil, até a década de 1980, havia uma lei federal que recomendava o isolamento compulsório dos pacientes com hanseníase, que eram então mantidos em colônias. Esse afastamento, além de muitos outros prejuízos, contribuiu para reforçar preconceitos e a difusão de informações incorretas sobre a doença, que tem tratamento e cura.

Antigamente conhecida como lepra, a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, causada pela bactéria mycobacterium leprae, chamada de bacilo de Hansen, em homenagem ao seu descobridor. De acordo com a médica dermatologista Tatiana Steiner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médica colaboradora do Setor de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes, o diagnóstico correto e precoce é importante, pois a doença tem potencial incapacitante. “O diagnóstico se baseia no que chamamos de anamnese, considerando o histórico familiar do paciente, análises clínicas de laboratório e exame físico completo, avaliando as lesões de pele que se manifestam muitas vezes com perda da sensibilidade”, explica a médica.

A transmissão da Hanseníase acontece pela eliminação do bacilo através da respiração ou fala (espirros e tosses também são perigosos), embora nem todas as pessoas tenham a hanseníase na forma contagiosa. “Quando se começa o tratamento, todo paciente deixa de transmitir a doença, por isso a importância do diagnóstico precoce”, reforça a dermatologista.

“A maioria das pessoas tem resistência natural ao bacilo e não adoece”, explica a médica. O tratamento, segundo ela, é feito através de uma combinação de medicamentos, fornecidos gratuitamente pelo SUS. ”Além dos medicamentos específicos, os cuidados incluem o tratamento das reações e das sequelas, como a dor neuropática e reabilitação física”, conclui Tatiana Steiner.

A forma de apresentação da hanseníase pode variar bastante e o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas pode ser de dois até 05 anos. De acordo com a especialista, vale estar atento ao aparecimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, que não coçam, mas parecem estar um pouco dormentes, com sensação de formigamento e diminuição da sensibilidade ao calor, frio e ao toque. “A principal dica é sempre procurar ajuda do médico dermatologista para esclarecer qualquer dúvida ligada à pele”, reforça Steiner.

FONTE: JorNow – SP

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