Câncer de pele: 77% dos brasileiros não se previnem
05/05/2017

Sempre que sabe que vai ao trabalho, o publicitário Jadson Franklin começa um verdadeiro ritual para se proteger do sol. Como seu principal meio de transporte é a bicicleta, ele faz questão de evitar ao máximo a exposição solar. Com camisa de proteção contra os raios ultravioletas, óculos escuros, calça e bastante creme de proteção UV, ele tem certeza que está protegido dos raios do sol.

Ele acredita que quanto mais evitar a exposição direta ao sol, estará diminuindo as chances de ter um câncer de pele. “Desde pequeno sempre busquei me proteger do sol, seja na praia, no rio, passeando no final de semana ou até mesmo indo para o trabalho. Sempre tive cuidado com minha pele. Não de uma forma exagerada com outras coisas, mas principalmente para evitar essas doenças”, destacou Jadson Franklin.

O publicitário é uma das poucas pessoas que se cuidam contra o câncer de pele. De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), apenas 23% dos brasileiros utilizam proteção solar. Ainda de acordo com a pesquisa, 4% dos entrevistados não utilizam proteção solar durante os passeios à praia, piscina ou banhos de rios, ou seja, estão mais propícios aos problemas de pele em decorrência do sol.

Para a dermatologista Flaviane Cardoso da Sociedade Brasileira de Dermatologia em Sergipe, o câncer de pele é o tipo mais comum da doença, chegando a aproximadamente 25% dos casos. “Este tipo de doença se caracteriza pelo crescimento anormal de algumas células presentes na pele. Quando esse crescimento se torna incontrolável, é possível que o paciente já esteja com um câncer de pele.”, disse a dermatologista.

O câncer de pele é dividido em dois tipos, os menos graves como o carcinoma basecelular e o carcinoma espinocelular. Estas duas formas têm mais chances de cura e podem ser tratados rapidamente se descobertos na fase inicial da doença. Já o melanoma, um tipo mais grave de câncer de pele, é conhecido pela rapidez com que a doença invade o organismo do paciente, podendo atingir e se espalhar para outros órgãos do corpo como cérebro e pulmão.

Fatores de Risco

Para a dermatologista Flaviane Cardoso, os principais fatores de risco são a genética e a exposição solar. Entretanto, a médica explica que outros fatores podem contribuir para o aparecimento da doença. “Além disso, as pessoas precisam ficar atentas a qualquer sinal de anormalidade na pele, seja uma mancha escura ou vermelha. Outro fator que deve ser levado em conta é a idade. Pessoas acima dos 40 anos de idade devem procurar regularmente um médico para a realização de exames que possam identificar a doença, principalmente se existir histórico familiar”, destacou Flaviane Cardoso.

Ela destaca ainda que pessoas com a pele mais clara têm mais chances de contrair a doença. “A pele mais clara tem uma quantidade menor de melanina, que é uma pigmentação natural do corpo humano e que protege o organismo dos raios do sol. Nesses casos é importante que estas pessoas façam o uso mais frequente de protetor solar e acessório para proteger a pele, não só para evitar este tipo de câncer, mas até para impedir que a pele envelheça mais cedo”, disse a dermatologista.

Um dos principais meios de evitar a exposição direta ao sol é o creme de proteção solar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, na maioria dos brasileiros o uso recomendado é do Fator de Proteção 30. Entretanto, o uso deste produto é feito de forma incorreta, como explica a dermatologista Flaviane Cardoso. “O correto mesmo é utilizar aproximadamente uma quantidade equivalente a uma colher de sopa para cada parte do corpo. Quanto mais generoso, melhor a proteção. Dessa forma, o corpo terá uma proteção de mais ou menos 96% contra os raios UV”, disse.

Outra forma de diminuir o contato direto com o sol é utilizar acessórios como chapéus, óculos escuros e camisas com proteção UV. “Hoje em dia, além dos acessórios convencionais que ajudam nesse sentido, temos também as camisas contra os raios UV’s. Elas são uma espécie de malha densa que impede a passagem destes raios. Mesmo assim, é muito importante que a pessoa faça uso de creme ou gel de proteção solar. Desse jeito, é possível evitar o surgimento do câncer de pele”, explicou a dermatologista Flaviane Cardoso.

Fonte: ASN

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