Americano e japonês ganham o Nobel de Medicina por imunoterapia contra o câncer
01/10/2018

O americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo foram anunciados, nesta segunda-feira (01), como os ganhadores do Prêmio Nobel 2018 de Medicina. Ambos dividirão o prêmio de R$ 4 milhões.

Os dois cientistas desenvolveram, separadamente, pesquisas sobre duas proteínas produzidas por tumores — a CTLA-4 e a PD-1 — que paralisam o sistema imune do paciente durante o tratamento de câncer. Nos estudos, descobriram um tipo de terapia que faz com que células de defesa do organismo voltem a atacar tumores.

“Uma das maiores conquistas da Medicina dos últimos anos”

O imunologista James P. Allison, de 70 anos, da Universidade do Texas, estudou a proteína CTLA-4. Ele descobriu que um bloqueio da proteína poderia retirar o freio sobre os linfócitos T, fazendo com que as células voltassem a atacar o tumor. Foi em 1994 que Allison realizou o primeiro experimento em ratos, totalmente curados após o tratamento. Já em 2010, um estudo clínico mostrou efeitos “impressionantes”, segundo a Academia do Nobel, em pacientes com melanoma avançado, que não haviam sido observados antes.

Já o imunologista Tasuku Honjo, 76, da Universidade de Kyoto, no Japão, estudou uma outra proteína, a PD-1, que também atuava sobre os linfócitos T, só que de forma diferente. Um estudo realizado em 2012 também demonstrou eficácia em tratar pacientes com diversos tipos de câncer.

Para o diretor do Instituto Protetores da Pele, dr. Omar Lupi, o prêmio foi muito merecido e enaltece a Imunodermatologia. “A imunoterapia do melanoma é certamente uma das maiores conquistas da Medicina dos últimos anos. Havia alguma expectativa com relação a descoberta dos inibidores de checkpoint e seus ligantes (principalmente PD-1 e PDL-1)”, afirmou.

Fonte: G1

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