Acre registra mais de 3 mil casos de câncer de pele, aponta Saúde
12/12/2016

O estado do Acre registrou mais de 3 mil casos de câncer de pele de 2008 a outubro de 2016, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).

O levantamento, divulgado na quinta-feira (8), aponta que dos casos da doença, o câncer no couro cabeludo e pescoço é o que tem maior registro, com mais de 1 mil.

Este mês, o alerta é com relação a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de pele. Dezembro Laranja é uma iniciativa lançada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em 2013 como uma forma de alertar a população para os riscos da exposição excessiva à luz solar ou artificial.

O diretor do Hospital do Câncer do Acre, Fernando de Abreu, explicou que os índices de casos da doença no Acre são menores em relação às regiões do sul e sudeste do país. Segundo ele, o fato dos acreanos terem uma pele de cor parda ou até mais escura, acaba influenciando para uma menor incidência da doença. Porém, Abreu alertou com relação ao fato do estado ser uma região onde o sol é “muito forte”.

“A melanina da pele de pessoas mais escuras faz uma proteção maior. Então, os nosso índices de câncer de pele são menores do que os índices da região sul e sudeste, por exemplo. Isso porque a pele aqui tem mais proteção. Mas, também é uma região onde tem muito sol e as pessoas de pele mais claras têm uma tendência maior de ter esse tumor”, afirma o diretor.

Os dados da Sesacre apontam que, de 2008 a 2016, foram registrados 737 casos de câncer de pele no lábio, 509 casos de câncer de pele maligno e outros 1.016 de câncer no couro cabeludo e pescoço. Além disso, segundo o levantamento, o tipo de câncer de pele que menos atingiu a população foi o no ombro, com apenas dois casos.

Em 2008, a Saúde registrou 292 casos de câncer de pele. Nos anos de 2009 e 2010, foram 641 e 763 pessoas diagnosticadas com a doença, respectivamente. Segundo os dados, em 2011 foram registrados 702 casos e em 2012 o número baixou para 364.

Os casos continuaram tendo uma queda e nos anos de 2013 e 2014 foram 206 e 193 casos, respectivamente. O ano de 2015 foi o que menos registrou a doença, sendo apenas cinco casos e este ano, já foram 89 casos somente até o mês de outubro.

A Saúde informou que os casos da doença no estado são tratados no setor de dermatologia do Hospital das Clínicas. Porém, os pacientes em um estágio mais avançado da doença, que precisam ser submetidos a radioterapia, são encaminhados para o Hospital do Câncer (Unacon).

Alerta da doença
A gerente do serviço de dermatologia do estado, Franciele Gonçalves, alertou com relação à doença. Ela enfatiza que é importante que as pessoas usem o protetor solar e evitem a exposição ao sol. Para Franciele, é fundamental a utilização de roupas que cubram maior parte do corpo, em caso de exposição ao sol, e, principalmente roupas claras, que dissipam o calor.

“Principalmente as pessoas mais claras, que apresentem sinais na pele, devem ter cuidado com a exposição aos raios solares. Sinais na pele em formato irregular, que escurecem de uma hora para outra, coçam e que estão crescendo, é bom procurar um médico para retirar como prevenção”, afirma a gerente.

Fonte: G1

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