Acne pode ser um gatilho para problemas psicológicos
20/09/2018

Mais do que causar inflamações e marcas na pele, a acne pode mexer muito com o psicológico de quem tenha esta condição. Público com maior incidência do problema, os adolescentes são os que mais sofrem.

Segundo especialistas, nessa fase da vida, a validação social é muito importante, e o deboche e as brincadeiras com o excesso de espinhas pode levar a condição de isolamento, situação que piora caso não haja uma boa estrutura familiar do paciente.

Mas o problema psicológico não afeta só os jovens. Nos casos de acne da mulher adulta, a autoestima acaba sendo abalada por causa da autopercepção, e não por causa das reações do mundo exterior. A comparação com os modelos de perfeição (retocada) principalmente das redes sociais faz com que a mulher com acne se enxergue “inadequada”. Caso haja tendência e/ou outros fatores associados, a acne pode ser um gatilho para a depressão, afirmam estudiosos.

Um estudo realizado no Reino Unido pela The Health Improvement Network (THIN) confirma a relação entre pele e saúde mental: após analisar milhares de pacientes entre 1986 e 2012, concluiu-se que pacientes com acne têm 63% mais risco de desenvolver depressão do que aqueles que não têm a pele afetada por nenhuma condição aparente.

Em outra pesquisa, esta feita pela Associação Britânica de Dermatologia, 54% dos adultos que têm ou já tiveram acne afirmaram que a doença de pele teve impacto negativo em sua autoconfiança e 22% revelaram que sentiram sua vida social abalada por causa da pele.

Na perspectiva brasileira, especialistas entendem que os dados revelados são preocupantes, já que em nosso país tropical a tendência ao desenvolvimento de acne é maior do que no frio da Europa.

Fonte: M de Mulher

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